Como era de se esperar, não estou mantendo um ritmo no Blog, é difícil viu?
O mais incrível é que estou dando satisfações à um publico imaginável, é legal se enganar e achar que tem um público, torna a coisa um pouco mais séria.
Nesse primeiro momento fica aqui minha lamentação pela morte do ator Heath Ledger, que infelizmente faleceu semanas depois do meu post anterior. Depois de tão elogiado por todos veículos e críticos por seus papéis de impacto, seja como o cowboy homossexual em O Segredo de Brokeback Mountain ou com a reinvenção do personagem Coringa.
Hollywood perde uma de suas principais revelações nos últimos tempos.
É isso que me faz deixar os temas que tinha escolhido para uma outra hora e pensar um pouco mais sobre os jovens ícones mortos.
Será que isso é realmente bom? Muitos dizem que é melhor assim, morrer como um Jonh Lennon, imortalizado em palavras e imagens, e não como um Paul McCartney, o Beatle vendido ou Ringo Starr, o Beatle no ostracismo.
Perdoem-me os mais radicais, mas prefiro um ícone vendido ou caído no ostracismo. É tudo uma questão de ampliar seu modo de ver as coisas.
Pra você, pode ser legal idolatrar um jovem eterno em suas lembranças, mas garanto que isso não fará Matilda nem um pouco satisfeita.
Provavelmente você não conheça Matilda ou conheceu à pouco tempo, nas manchetes. Ela é filha de Heath Ledger e tem apenas dois anos. Não tem mais um pai. Simples assim. Você perdeu um ator imortalizado como ídolo, mas Matilda perdeu um pai.
Às vezes esquecemos que essas celebridades ainda são pessoas. Pessoas que têm família, têm responsabilidade, têm uma vida.
Posso afirmar com 100% de certeza que Lucinha Araújo jamais desejou o destino de seu filho Cazuza, um poeta imortal para os fãs, mas que infelizmente foi um mortal para sua mãe.
Não vivi a geração Paz e Amor, mas queria que caras como Jimi Hendrix, Jim Morrison e Janis Joplin tivessem seus 65 anos e ainda tocassem para todos, queria que eles se vendessem para podermos xingá-los de mercenários, comprados. Ainda assim seria melhor.
Claro que às vezes também tenho um desejo de catástrofe, talvez isso seja normal em 50% dos seres humanos. Mas quando pensamos a fundo, lembramos que toda história tem um contexto. E nenhum desses ídolos estava sozinho neste mundo. E quem fica é que sofre e geralmente sofrem as pessoas mais importantes.
Um brinde aos heróis que já se foram e principalmente às Matildas e Lucinhas, heroínas da resistência.


